quinta-feira, outubro 29, 2015

Fronteiras da decência - o suplício

Se vier a acontecer, como era inevitável que acontecesse, teremos obviamente que suportar uma série de dislates, incongruências, verdadeiras aberrações, que farão desta terceira república (nos mesmos termos que a primeira) um exemplo a não seguir. Durará meia dúzia de anos, nem tanto. Mesmo assim é demasiado. Neste intervalo o maior suplício será conviver com a indecência, com a idiotice, com a traição.

Sem ir á questão de fundo - a previsível banca rota, o acirrar da guerra civil permanente, a queda do que resta de uma comunidade com história – limitando-me apenas aos efeitos epidérmicos, será ainda assim um suplício!

Podemos desligar a televisão, deixar de ler os jornais, fingir que estamos contentinhos, que a memória, e o espírito que nunca adormece, irão trazer-nos as imagens que repudiamos. Exemplos: - o dedinho espetado de Catarina Martins a dar lições de moral a quem a queira aturar; o sorriso golpista do Costa; a sua comitiva de desempregados públicos a bolsar banalidades e mentiras. Imagens difíceis de apagar. Serão o nosso suplício.


Saudações monárquicas

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